domingo, 20 de agosto de 2017

Temer abandona encontros noturnos e se reúne durante a tarde com Maia e Gilmar

Compromisso, que estava fora da agenda, aconteceu no sábado (19) na casa do presidente da Câmara.


Ao invés do Palácio do Jaburu, a casa de Rodrigo Maia. Ao invés da noite, a tarde. Esse foi o pano de fundo da reunião – fora dos compromissos oficiais – entre o presidente Michel Temer, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral e ministro do STF Gilmar Mendes, e o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ).


Após descoberto, o Palácio do Planalto confirmou à imprensa o encontro, mas não revelou o que foi discutido. Por outro lado, a assessoria de Gilmar Mendes usou novamente o argumento de que eles debateram o tema da reforma política.


Ainda no último dia 8 deste mês, Temer causou polêmica ao receber – durante a noite, no Palácio do Jaburu – a nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Como de costume, um compromisso fora da agenda.


G. Hammer: Infelizmente não tem como não configurar de forma descarada a parcialidade de alguns membros do judiciário com golpe parlamentar contra Dilma, PT e o povo brasileiro e a retirada de direitos do povo. Gilmar, Moro e outros, estão todos os dias nos noticiários alternativos com fotos e vídeos que demonstram o esquema político que eles e outros fazem parte de forma alinhada e marcada como o compasso de uma letra musical. Deixando assim a justiça mais cega e a democracia mais frágil. O povo aos passos de ovos na cara vai acordando e as mascaras dos algozes de Dilma vão desmoronando dia pós dia. As mãos dadas de Temer com Gilmar, Moro e toda gang do PSDB, DEM e outras siglas, fazem da suruba de Jucá uma vergonha nacional sem precedente. Só falta chamarem logo o Frota e botar a porra pra esporrar longe do povo brasileiro; de referencia na cara dos patos.







*com informações do Brasil 247 e Debate Progressista
Foto: Reprodução/ TV Globo
Fonte: Debate Progressista 

Deputada do PSDB tem bens bloqueados por uso indevido de avião do governo; ela votou pelo golpe

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Deputada do PSDB tem bens bloqueados por uso indevido de avião do governo; ela votou pelo golpe

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Justiça de Roraima bloqueou R$ 40 mil das contas do ex-governador de Roraima, José de Anchieta Júnior, da ex-mulher dele, a deputada federal Shéridan Oliveira (PSDB), e do atual comandante da PM do estado, coronel Edison Prola. Eles são acusados de terem usado, em 2010, um avião do governo para viagem do funkeiro MC Sapão ao estado.


De acordo com a Justiça, a decisão que decretou a indisponibilidade é de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público de Roraima (MPRR) que acusa os três de improbidade administrativa. Cabe recurso da decisão.


O G1 tentou contato com o ex-governador, mas as ligações não foram atendidas. A assessoria da deputada Shéridan comunicou que ela ainda não foi notificada da decisão. O coronel Edison Prola também disse que ainda não foi oficialmente informado da determinação judicial.


Na ação civil pública movida pelo MPRR consta que a aeronave Learjet 55C, de propriedade do governo, foi usada em abril de 2010 para transportar o funkeiro ao estado. À época, o artista foi contratado para se apresentar em uma festa particular em comemoração ao aniversário de Shéridan.


Segundo o MPRR, o valor gasto com combustível e horas pagas ao piloto e co-piloto foi de quase R$ 40 mil. A viagem foi autorizada pelo então secretário da Casa Militar, Edison Prola, de acordo com a ação.


Conforme a Justiça, a deputada Shéridan teve aproximadamente R$ 39 mil bloqueados de contas. Outros R$ 4,5 mil foram indisponibilizados na conta de Prola e cerca de R$ 156 de Anchieta Júnior.


Os valores foram bloqueados de acordo com o dinheiro disponível nas contas de cada um dos acusados e devem ser transferidos para conta judicial.


Anteriormente, a Justiça já tinha decretado o bloqueio de bens dos três, mas só agora o dinheiro foi efetivamente indisponibilizado em virtude de recurso impetrado, segundo a Justiça.
 
 
A ação de improbidade administrativa que resultou no bloqueio terá seguimento e poderá resultar na condenação dos três pela perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa civil e proibição de contratar com o Poder Público.




Via G1

Fonte: Debate Progressista

sábado, 19 de agosto de 2017

Ao ser acusada de fraudar aposentadoria, Dilma diz que Veja mente e promete acionar justiça; CONFIRA!

 
A presidente legítima Dilma Rousseff, deposta pelo golpe de 2016, divulgou nota neste sábado, em que rebate reportagem de Veja sobre supostas fraudes em sua aposentadoria.


Leia abaixo:
Sobre a matéria de “Veja”


A propósito da matéria “Investigação confirma aposentadoria irregular de Dilma”, veiculada por Veja a partir de sexta-feira, 18, a Assessoria de Imprensa de Dilma Rousseff esclarece:


1. Veja volta a executar o velho Jornalismo de Guerra ao dar ares de escândalo à aposentadoria da presidenta eleita Dilma Rousseff. O escândalo está na perseguição que a revista promove e não na aposentadoria em si.

2. Depois de 36 anos, 10 meses e 21 dias de serviços prestados – comprovados documentalmente – aos 68 anos de idade, Dilma Rousseff se aposentou com vencimentos pouco acima de R$ 5 mil — o teto do INSS. Ela nada recebe como ex-presidenta da República ou anistiada política. O benefício segue os rigores da lei. Tampouco se valeu de subterfúgios para o recebimento de valores indevidos ou excessivos, como ocorre com Michel Temer e ministros do governo golpista.

3. Afastada da Presidência pelo golpe construído a partir do impeachment fraudulento, Dilma Rousseff recebeu em agosto de 2016 seu primeiro benefício como aposentada.

4. Inicialmente, o governo golpista se recusara a reconhecer o tempo de serviço dela, com base nos efeitos da anistia. É que, além de ter sido encarcerada pela ditadura no início de 1970, Dilma Rousseff foi obrigada, a partir de 1977, a se afastar de seu trabalho, na Fundação de Economia e Estatística, por integrar a chamada lista do General Frota. Só no final dos anos 1980, foi anistiada.

5. Por isso, Dilma Rousseff pleiteou para a sua aposentadoria o reconhecimento pelo INSS do período de anistia de aproximadamente dez anos. O governo golpista negou-lhe os efeitos da anistia com o evidente objetivo de prejudicá-la. Alegou que tentava fraudar a previdência, procurando se aposentar antes da hora. A ação foi frustrada porque Dilma Rousseff havia trabalhado por todo esse período e podia facilmente comprová-lo. Como o fez.

6. Na sequência, o INSS apontou que uma anotação equivocada por parte de uma funcionária — sem interferência da presidenta eleita —, ensejou a concessão do benefício em agosto e não em setembro, como seria o correto. A própria autarquia avaliou, no entanto, que não houve má-fé por parte da servidora.

7. A defesa da presidenta eleita — a cargo dos advogados Bruno Espiñera Lemos e Victor Minervino Quintiere — deixou claro que não era possível exigir de Dilma Rousseff que soubesse tratar-se de equívoco por parte do sistema do INSS. Isso porque o procedimento passou pelos devidos trâmites regimentais.

8. Dilma Rousseff está recorrendo da devolução. A jurisprudência dos tribunais superiores considera incabível a cobrança pelo erário dos valores recebidos de boa-fé. Ela vê na atitude do governo golpista uma clara tentativa de prejudicar funcionários de carreira criando uma “falsa denúncia” para punição abusiva.

9. A sindicância mencionada por Veja reforça a tese da defesa da ex-presidente de que não houve “intenção clara dos investigados em beneficiar Dilma Rousseff”.

10. Veja dá cores de denúncia ao que é sanha de um governo usurpador, tomado pelo objetivo de perseguição política e de diversionismo dos escândalos de corrupção do grupo no poder. Devia era explicar as aposentadorias precoces do presidente ilegítimo e de seus associados.

11. A revista também não cumpre a exigência fundamental do jornalismo isento, ao deixar de procurar a defesa da ex-presidente ou sua assessoria de imprensa. Não há desculpas ou explicações que justifiquem a parcialidade e o proselitismo político da revista.

12. Esse é o retrato dos nossos tempos, em que a democracia se mantém sufocada pelos interesses inconfessáveis de uma elite insensível ao bem-estar da população e ao respeito dos direitos democráticos, como a liberdade de imprensa.


ASSESSORIA DE IMPRENSA
DILMA ROUSSEFF 

Fonte: Click  Política  
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Entenda por que o nazismo nunca teve nada a ver com o socialismo

 
Essa dúvida pode parecer meio absurda. Mas após a manifestação de ultradireita ocorrida em Virgínia nos Estados Unidos esse debate veio à tona.



Por conta da denominação do partido nazista de Hitler como “nacional-socialista” surgiram nas redes sociais e através de artigos dos grandes meios vozes que tentaram colocar o nazismo e o socialismo como algo que teria a mesma origem, e que manteria semelhanças políticas em seus projetos. Posts de facebook, twitter e vídeos de youtubers supostamente informados proliferaram, defendendo essa tese. Essa tentativa se aproveita do desconhecimento histórico existente, para lançar uma nuvem de fumaça a respeito das oposições de classe que separam completamente o nazismo e fascismo do socialismo.


O nazismo e o fascismo surgiram no período entre a I e a II Guerras Mundiais em meio a uma situação marcada pelo profundo arruinamento econômico da Europa, os sofrimentos da guerra, que levaram ao empobrecimento generalizado da pequena-burguesia, e a transformação de setores amplos dos trabalhadores em desempregados crônicos. A base de classe do nazi-fascismo era a pequena burguesia arruinada, que instrumentalizada pela burguesia, se volta contra a classe trabalhadora e suas organizações. Apesar de não ser orgânico da grande burguesia alemã e se utilizar de uma retórica contrária a aspectos da dominação dos grandes bancos e industriais de seu tempo, Hitler e Mussolini preservaram a base social existente, isto é, o capitalismo.


Trotsky, dirigente da revolução russa, afirma que o nazi-fascismo se erguia em meio “às penúrias dos pequenos proprietários sempre próximos à quebra, de seus filhos universitários sem trabalho, que exigiam mão de ferro (...) As fogueiras nas quais ardem a ímpia literatura do marxismo iluminam radiantemente a natureza de classe do nacional-socialismo. Ainda quando os nazistas atuavam como partido e não como poder estatal, não conseguiram se aproximar absolutamente da classe trabalhadora ”. Dessa maneira, o nazismo e o fascismo buscavam se apresentar como os defensores do pequeno e médio capital, contra o grande capital. Em nenhum momento se apoiou ou realizou qualquer interesse estratégico da classe trabalhadora, voltando-se ferozmente contra essa. Assim, o nazi-fascismo é absolutamente contrário ao socialismo.


A questão da raça e do nacionalismo, elementos que se notam novamente nas nefastas manifestações fascistas nos Estados Unidos, são a expressão da impotência desse setor da pequena-burguesia arruinada marcada pelo rechaço ao pensamento materialista, econômico, ou mesmo crítico. Fornece uma justificativa atemporal para defender a pretensa superioridade de uma raça sobre a outra, colocando aí, e não na exploração que levam às crises capitalistas a raiz dos males que sofre. Nas palavras de Trotsky “As qualidades da raça são construídas sem relação com as condições sociais em transformação(...) ao rechaçar o pensamento econômico, o nacional-socialismo desce ao nível mais baixo: do materialismo econômico recorre ao materialismo zoológico ”.


Já o socialismo é a luta pelo fim da exploração capitalista, produto de uma revolução cujo sujeito é a classe trabalhadora. A classe trabalhadora contando com um partido revolucionário, que deve organizar seus setores mais conscientes e resolutos, no calor de seu combate formula saídas para as aspirações de todos os setores oprimidos da sociedade. O objetivo que se coloca com a tomada do poder pelos trabalhadores é libertar a ampla maioria da escravidão assalariada que beneficia uma ínfima minoria, a classe dos detentores dos meios de produção, os capitalistas. A revolução socialista deve se iniciar nacionalmente, mas para atingir seu objetivo necessita se expandir internacionalmente, e se completará mundialmente, na medida em que o capitalismo deixa de existir. E ao contrário do que a direita ignorante gosta de propagar, pressupõe o avanço das forças produtivas, em base à uma organização superior da produção, que atualmente ao ser ordenada pela sede de lucro, e não pelas necessidades humanas desenvolve-se muito abaixo de suas potencialidades. Não há nenhuma sombra de semelhança com o nazi-fascismo.


Essa tentativa de igualar ambos não é sequer nova. Decerto que a burocratização da URSS sob Stalin colaborou para disseminar interpretações que buscam igualar socialismo e nazi-fascismo. Em 1941 Hannah Arendt, filósofa liberal, em seu “Origens do totalitarismo” já havia defendido que os nazistas e o stalinismo se assemelhavam. Uma das teses defendida nessa obra seria de que essa semelhança adviria sobretudo em relação a um objetivo supranacional dos nazistas, que se “assemelharia à propaganda nacionalista da URSS”, e que fazia em sua opinião com que a real substância do nazismo não fosse o nacionalismo restrito ao Estado-nação. Além disso, tanto o nazismo como a URSS seriam concretizações de um igualitarismo totalitário.


Existem vários problemas, mas nomearemos dois principais nessa perspectiva de Hannah Arendt. Um primeiro é que ela não distingue o stalinismo do socialismo, como aliás se faz até hoje tanto em jornais, quanto nas redes sociais, como nas universidades. A burocratização da URSS e a teoria stalinista do socialismo num só país era o reverso de preceitos fundamentais do marxismo revolucionário, e não sua derivação. Ignora absolutamente toda a crítica e combate que Trotsky e a Oposição de Esquerda, que atuava no interior do partido comunista russo, realizaram anos antes frente à burocratização da URSS, contra a política de Stalin, bem como o programa da revolução política para derrubar a burocracia do poder recolocar em marcha a estratégia de internacionalizar a revolução socialista. O segundo problema é que a base do Estado nazista era a propriedade privada, enquanto na URSS havia ocorrido uma revolução levada adiante pelos trabalhadores. Não é possível reduzir essas duas formações tão distintas em “igualitarismo totalitário”.


Como afirma Trotsky, “O regime totalitário de Hitler nasceu do terror das classes possuidoras da Alemanha diante da revolução socialista. Hitler recebeu dos proprietários o mandato para salvar sua propriedade da ameaça do bolchevismo a qualquer preço e de lhes abrir o caminho à dominação do mundo. O regime totalitário de Stalin surgiu do grande terror do povo revolucionário estrangulado que sente a nova casta que se apoderou da revolução”. São diferenças profundas, que não se podem ignorar, e que devem ser debatidas novamente. Para que não cair nas manobras e simplificações das direitas e seus “intelectuais” e formadores de opinião. E para elaborar uma saída aos desafios de hoje.




Fonte: Esquerda Diário

Parlamentarismo no Brasil é instrumento de golpe, dizem cientistas políticos


Parlamentarismo no Brasil é instrumento de golpe, dizem cientistas políticos

"No nosso país, o sistema visa impedir que as massas possam influir na composição do poder", diz Roberto Amaral

Com parlamentarismo, Brasil seria governado pelo mesmo Congresso que elegeu Eduardo Cunha / GUSTAVO LIMA/CÂMARA DOS DEPUTADOS

 

O parlamentarismo volta a ser apresentado como solução política para o Brasil. A articulação, liderada pelo PSDB, faz lembrar o ano de 1961, quando um “acordo” permitiu a posse de João Goulart, sob a condição de se implantar o sistema que retirava os poderes do presidente. O pretexto dos mudancistas da época era tirar o país da crise após a renúncia de Jânio Quadros.


O ex-presidente do PSB, Roberto Amaral, define a ideia de um parlamentarismo brasileiro, tanto nos anos 60 do século passado como hoje, de maneira objetiva. “No mundo, é um sistema de governo. Mas, no Brasil, é um instrumento de golpe, como foi na crise da posse de João Goulart. Sem discutir o parlamentarismo como tese, mas no nosso país é um instrumento que visa a impedir que as massas possam influir na composição do poder, quando vota para presidente.”


Amaral lembra que o sistema foi rejeitado três vezes no Brasil: em plebiscito realizado em 1963, ainda sob o governo Jango; na Constituinte de 1988, quando o Congresso Nacional optou pelo presidencialismo; e em novo plebiscito, realizado em 1993, quando 55,4% dos eleitores novamente escolheram o presidencialismo, contra apenas 24,6%.


A população brasileira mal sabe que o parlamentarismo significa transferir a chefia de Estado a um primeiro-ministro, ou seja, ao Congresso Nacional. Se houver plebiscito, e portanto uma campanha em que os eleitores sejam esclarecidos, é praticamente impossível que a ideia passe pelo crivo popular. “A ideia teria uma rejeição muito grande, porque seria entregar o orçamento público para um parlamento como o atual. É uma loucura completa”, diz o analista político Antônio Augusto de Queiroz, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).


Roberto Amaral lembra que o histórico recente da Câmara dos Deputados seria um péssimo cabo eleitoral para os defensores da mudança de sistema hoje. “No parlamentarismo, quem governa é o Congresso. Se transferirmos os destinos do país ao parlamento, seríamos governados por esse Congresso que está aí, que elegeu Eduardo Cunha, que tem cerca de 300 a 400 personagens respondendo a processo, e que é controlado pelo poder econômico. Um Congresso sem representação e legitimidade, que legisla de costas para a população”, avalia. “Podemos ter um Congresso em conflito com o presidente como tivemos com a Dilma. Vai ser uma sequência de golpes. E outra questão crucial é a fragilidade dos partidos brasileiros, que não têm controle sobre suas bancadas.


Sabendo das dificuldades de defender a ideia junto à população, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) propõe a adoção do parlamentarismo – segundo ele a partir de 2022 –, mas sem plebiscito. Segundo ele, no seu partido há quem defenda a necessidade de consulta popular, do que ele discorda. "Na minha opinião, não (precisa de plebiscito)”, disse, no dia 9, após reunião da Executiva Nacional do PSDB. O senador afirmou que a adoção do voto distrital misto já em 2018 seria o primeiro passo para a transição de sistema.


Uma pesquisa divulgada na segunda-feira (14) pelo Instituto Paraná Pesquisas revelou que 59,6% dos brasileiros (consultados pela internet) não sabem sequer o que é parlamentarismo e 46,4% rejeitam a mudança, contra 39,4% a favor. “Os parlamentaristas nunca se deram ao trabalho de explicar, porque, se explicar, aí que a população fica contra”, ironiza Amaral.

 

Oportunismo



Para o cientista político do Diap, Antônio Augusto de Queiroz, a estratégia do PSDB tem um caráter claro. “É um oportunismo. Por que eles não levantam esse tema por ocasião das campanhas eleitorais, assumindo que são parlamentaristas quando disputam as eleições?” Na sua opinião, os tucanos tentam “arrumar uma saída e, concluído o mandato de Temer, garantir o poder de qualquer jeito lá na frente”.


Mas ele avalia que as dificuldades não serão pequenas para a ideia avançar. Isso porque muitos políticos são defensores da tradição presidencialista, independentemente de sua ideologia. Ele lembra que o DEM (como antigo PFL) desemprenhou papel importante a favor do presidencialismo, na campanha de 1993. Como o PT, o PDT é outro que defende o sistema atual.


Já o PMDB deve apoiar o parlamentarismo, avalia Queiroz, uma vez que Michel Temer está apoiando o sistema. Mas, mesmo assim, a proposta não deve passar. “Teria uma rejeição muito grande. Não há ambiente para a mudança, porque os parlamentares têm outras prioridades e não vão dar um segundo golpe sequenciado.”


Seja como for, a própria mudança em si já projeta discussões jurídicas. A tese do senador Tasso Jereissati de que não é necessário um plebiscito está longe de ter respaldo na interpretação da Constituição. Para o tucano, uma proposta de emenda à Constituição (que precisa de 308 votos nas duas casas legislativas) é suficiente.


“Se o parlamentarismo foi rejeitado em plebiscito, só um plebiscito poderia decidir a questão. A população se pronunciou em plebiscito, que é maior que emenda. E eu levanto mais uma coisa: se o pronunciamento plebiscitário sobre o texto de 1988 não a torna a decisão cláusula pétrea, na vigência da atual Constituição”, avalia Roberto Amaral.


Em 1961, o primeiro gabinete parlamentarista "reuniu representantes dos principais partidos – o PSD, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e a União Democrática Nacional (UDN) –, tendo à frente o primeiro-ministro Tancredo Neves, do PSD", conforme lembra a Fundação Getúlio Vargas.





Fonte: RBA

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Governo Temer e os “bacanais dos bacanas”

 
Recebi o texto que publico a seguir do Presidente da Fenafisco – Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital, Charles Alcantara. A Fenafisco é uma entidade que representa 31 mil filiados e é composta por mais de 30 sindicatos.

No texto vemos mais um exemplo de como a elite brasileira assaltou o poder para se apossar do Estado que só é ruim para esta mesma elite quando oferece Bolsa Família ou outros programas sociais voltados às camadas menos favorecidas. A luta de classes é diariamente escancarada no Brasil. É preciso barrar esses abusos. Boa leitura!

A crise atual não é obra da natureza e nem do acaso; é obra humana, fruto de escolhas. No caso brasileiro, fruto de uma série de escolhas que provocaram a calamidade de estados e municípios e dilapidaram as contas públicas, e que servem para dourar de legitimidade o austericídio fiscal infligido contra os de sempre.

E quem são os de sempre, contra os quais se emprega o ajuste fiscal criminoso?
O estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), PNUD (Programa da Nações Unidas para o Desenvolvimento) e Fundação João Pinheiro, divulgado esta semana, aponta uma parte das vítimas do ajuste: 4,1 milhões de pessoas entraram na linha da pobreza em 2015.

Ao invés de enfrentar a tal crise e fazer o tal ajuste cobrando de quem tem fundos para pagar, o governo articula e negocia um novo – mais um – Refis.

Perdoando boa parte das dívidas de grandes empresários, que seguem lucrando com a crise, a renúncia com o programa de regularização tributária pode chegar a R$ 160 bilhões.

Desta feita com descontos que podem chegar a 99% nas multas e nos juros e parcelamentos a perder de vista, os sucessivos Refis tornaram-se regra e incorporaram-se ao calendário do país com a mesma frequência do carnaval. Mas, diferente do carnaval, a “festa” do Refis nada tem de popular.

Nada de bloco de sujo, nem fanfarra em praça pública franqueada ao povo.
O baile do Refis é pra gente chique, tutti buona gente. No camarote da folia tributária, sonegadores e políticos especializados em mercancia eleitoral empanzinam-se com o dinheiro público e embebedam-se com o sangue do povo brasileiro.


Mas os bacanas não se contentam com o bacanal do Refis. É pouco!
Há outros bacanais temáticos: dos ruralistas; dos bancos; dos que faturam milhões em lucros e dividendos; dos grandes proprietários.

É com esses que Temer gasta todo o estoque de bondades. Ao resto – os de sempre – as maldades, em forma de crise. Difícil não pensar que a crise é uma escolha quando o governo, em meio a esses bacanais dos bacanas, oferece como parte do ajuste o desmonte do serviço público e a cabeça dos servidores públicos.

Ao anunciar o pacote contra o serviço e os servidores públicos, o governo federal calcula uma “economia” de R$ 70 bilhões em 10 anos. Repito: R$ 70 bilhões, em 10 anos. Isso mesmo!

À exceção dos militares, todos os servidores federais do Executivo com reajuste negociado para 2018 só receberão a diferença salarial em 2019 (será?).

O adiamento vai pegar em cheio professores, gestores públicos, policiais militares e civis do Distrito Federal e ex-territórios, entre outros.

Enquanto isso, a volta da tributação sobre lucros e dividendos, o “salário” dos ricos, poderia gerar R$ 60 bilhões para os cofres públicos em apenas um ano. Sim, R$ 600 bilhões, em 10 anos, a preços de hoje. Isso mesmo!

Quase 10 vezes o que o governo diz que vai economizar com o arrocho salarial que quer impor a professores, policiais, auditores, auxiliares administrativos, médicos, motoristas…

Não é crise, são as escolhas. No caso brasileiro, escolhas genocidas contra os mesmos e os de sempre.



Por Wellington Calasans, Colunista do Cafezinho, na Suécia 

Fonte: O Cafezinho

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Lula foi o patrono da turma de Humanidades na Unilab, Campus dos Malês, na Bahia

 

O primeiro Campus da Unilab foi inaugurado em 2010, no Ceará. Já o Campus dos Malês, em São Francisco do Conde, começ / Mídia Ninja

 

A formatura da 2ª turma do Bacharelado em Humanidades, do Campus dos Malês da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), em São Francisco do Conde, no Recôncavo Baiano, aconteceu na noite desta sexta-feira (18). A turma é composta por 68 estudantes, entre brasileiros e de países lusófonos e teve o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como patrono. 


Fabiana Gerlarde, é formanda. A carioca veio para o Recôncavo para cursar a Universidade. “A Unilab busca fazer uma reparação histórica de pelo menos três séculos e quebrar com uma hegemonia epistemológica do conhecimento ocidental. Estou muito feliz de me formar aqui e de ter acesso ao conhecimento construído coletivamente nesse espaço”, acredita.


A antropóloga e professora, Cristiane Souza, afirma que a Unilab, assim como a Universidade Federal de Integração Latino-Americana (Unila), tem sido muito atacadas pelo governo golpsita de Michel Temer. “Aqui na Unilab nós temos resistido com muito trabalho, buscando parcerias com várias entidades da sociedade civil”.


A professora conta também que há cerca de um mês os professores receberam um aditivo que indicava o corte de todas as bolsas para estudantes estrangeiros. “Se isso acontecesse acabaria com a base do projeto da Universidade, que é a integração internacional, porque a maioria dos nossos estudantes são estrangeiros dos países de língua oficial portuguesa, por isso exigimos que esse aditivo fosse cancelado, e depois de um amplo processo de mobilização conseguimos”, conta.


Elisa Gales, por exemplo, está há seis meses no Brasil. Angolana, Elisa veio cursar Licenciatura em Humanidades. “O mais difícil aqui é a saudade da família, mas como a integração entre os africanos e brasileiros é muito forte, isso ajuda a se acostumar com a distância”.


Elisa mora com duas amigas que vieram de São Tomé e Príncipe, também estudantes da Unilab. Sobre a graduação que está cursando, destaca que o fato de ser multidisciplinar e abranger várias áreas é muito positivo. “Acabamos conhecendo mais da nossa história, porque lá nos nossos países acabamos estudando muito a Europa e a América, e não estudamos a África. Mas aqui na Unilab estudamos a África”, afirma.


Já Sara Salvatera, que é de São Tomé e Príncipe, integrou a primeira turma que se formou na Universidade, em dezembro de 2016 e completou o bacharelado em humanidades. Agora ingressa no curso de História com ênfase em relações internacionais. Há três anos no Brasil ela também destaca a integração como uma das principais características da Unilab. “Estar longe da família é ruim, mas perceber que formamos uma família aqui é muito importante, além de ter acesso a uma Universidade de qualidade”, pontua.


O primeiro Campus da Unilab foi inaugurado em 2010, na cidade de Redenção, no Ceará. Já o Campus dos Malês, em São Francisco do Conde, começou a receber estudantes em 2014. 


A atividade aconteceu no segundo dia da caravana Lula Pelo Brasil. O ex-presidente percorrerá nas próximas semanas os nove estados do nordeste para conhecer os impactos das políticas sociais de seu governo para a região.

* A cobertura da caravana "Lula pelo Brasil" é realizada por meio da parceria entre Brasil de Fato, Mídia Ninja e Jornalistas Livres.

 

Fonte: Brasil de Fato 

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Reforma da Previdência: Movimentos articulam protesto para dia 25

Movimentos reunidos para organizar marcha contra reforma da previdência no dia 25 de agosto  
  Movimentos reunidos para organizar marcha contra reforma da previdencia no dia 25 de agosto 


De acordo com os dirigentes da CTB São Paulo, Flávio Augusto Leite e Ricardo Marciano de Souza, que participaram da reunião, a Marcha do dia 25 de agosto iniciará com uma concentração no Pátio do Colégio, a partir das 9h30 e seguirá em caminhada rumo ao Largo São Francisco. 

 
O objetivo da mobilização é chamar a atenção da população para os prejuízos da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287/20161, que promove uma ampla reforma da Previdência Social brasileira. Entre as mudanças estão a extinção da aposentadoria por tempo de contribuição, a elevação da idade mínima de aposentadoria para 65 anos e do tempo mínimo de contribuição de 15 para 25 anos.
 
 
Além disso, a regra de cálculo do valor da aposentadoria é alterada de forma que só fará jus ao valor integral do salário de benefício o trabalhador ou a trabalhadora que comprovar 49 anos de contribuição, muito além do que atualmente é requerido para receber este valor . Em relação à idade e ao tempo de contribuição, pretende-se suprimir as regras diferenciadas entre homens e mulheres, trabalhadores rurais e urbanos, e entre professores da educação básica e demais trabalhadores.
 
 
 

Prejuízos da PEC 287
 
 
 
O Dieese divulgou a Nota Técnica 186, analisando as alterações feitas pela Comissão Especial que debateu o projeto do deputado Arthur Maia, relator da PEC 287. Segundo o documento, o substitutivo aprovado “manteve a espinha dorsal da proposta inicial, ainda que vários dispositivos tenham sido alterados”.
 
 
O economista Clóvis Scherer, da equipe responsável pela Nota Técnica, advertiu que o texto, manteve, no essencial, o eixo de endurecimento das regras de acesso e o rebaixamento no valor médio dos benefícios previdenciários.
 
 
“O endurecimento das regras fará com que milhares de contribuintes não tenham acesso à aposentadoria. Conforme a última pesquisa, com base em dados de 2014, dez milhões de pessoas não conseguiriam se aposentar por não atingirem os requisitos mínimos exigidos. Com regras mais duras, a tendência é que o número aumente”, disse o estudioso.
 
 
Segundo Scherer, levando-se em consideração o atual cenário econômico, o alto nível de informalidade e o valor médio das contribuições feitas à Previdência, o objetivo do governo Temer com a reforma é diminuir a chamada taxa de reposição (valor médio entre a aposentadoria e o salário antes de se aposentar).
 
 
“O objetivo do governo é pagar menos. Esse novo cálculo, que leva em conta toda a média salarial do indivíduo, foi feito para que a pessoa receba um benefício menor. Essa reforma não mira só a questão financeira. As mudanças vão muito mais além, levando-se em conta os motivos pelos quais o governo tem tanto interesse em modificar as regras da aposentadoria. Ela corrói a Previdência Pública, favorece a previdência privada e pode ter um efeito contrário ao que supostamente propõe”, alerta o Dieese.







Fonte: Portal CTB

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Crise na Venezuela escancara “diplomacia de pés descalços” de Temer



Aloysio Nunes atropela a Constituição federal ao assumir uma postura ingerencista diante da crise na Venezuela
Aloysio Nunes atropela a Constituição federal ao assumir uma postura ingerencista diante da crise na Venezuela


Para o secretário nacional de Relações Internacionais do PCdoB, José Reinaldo Carvalho, a posição do Brasil diante da crise venezuelana é de quem faz uma “diplomacia de pés descalços”. Isso porque “é submissa aos interesses imperialistas e, junto às elites locais, age de forma ingerencista para interferir nos assuntos internos da Venezuela”. 




“O Brasil tem uma escola diplomática alinhada ao direito internacional que respeita a autodeterminação dos Estados Nacionais e dos povos. Raras vezes em nossa história estes paradigmas foram desrespeitados: em poucos casos na ditadura militar, no governo de Fernando Henrique e agora, uma vez mais, exerce essa diplomacia submissa que fere nossos princípios constitucionais”, denuncia o dirigente. 




A Constituição Brasileira assegura que o Brasil não deve, nunca, interferir nos assuntos internos de outros Estados soberanos. Trata-se de uma política externa voltada à mediação de conflitos e fortalecimento do diálogo. Exatamente o oposto do que o Michel Temer e seu chanceler Aloysio Nunes estão fazendo no caso da Venezuela. 



“O Partido Comunista condena a ingerência dos países imperialistas e dos países do Mercosul nos assuntos da Venezuela e condena, especialmente, o governo brasileiro que não tem moral para impor regras democráticas a ninguém porque é um governo ilegítimo”, diz José Reinaldo.



Para o secretário, cabe à esquerda apoiar a autodeterminação dos povos e os rumos que os venezuelanos escolheram para trilhar o socialismo. Neste caso, a revolução bolivariana que agora se aprofunda através da Assembleia Nacional Constituinte. Neste sentido, ele condena os setores da esquerda brasileira que “se acovardam diante da questão da Venezuela e passam a fazer coro com o imperialismo ao dizer que o governo [de Nicolás Maduro] é uma ditadura e passam a exigir também a derrocada da revolução bolivariana. Nosso partido condena as estas forças que, se apresentando como esquerda, na prática fazem o jogo do inimigo. Tanto as que se manifestam abertamente, como as que se acovardam e se recusam a praticar a solidariedade com a Venezuela”. 




José Reinaldo defende que os internacionalistas devem, antes de tudo, apoiar os esforços do povo venezuelano de lutar por sua independência. “Consideramos que a revolução bolivariana merece solidariedade plena, irrestrita e incondicional. O povo venezuelano tem o direito de elaborar, ele próprio, seu caminho de construção do socialismo”. 




Elites locais aliadas aos interesses imperialistas 



Desde que a direita ganhou a maioria parlamentar no Congresso venezuelano, em 2015, os ataques contra o governo de Nicolás Maduro se intensificaram. Na visão de José Reinaldo, isso aconteceu porque, ao conquistar este espaço, a elite local acreditou que seria “fácil” neutralizar as ações da revolução bolivariana. Porém, em constante diálogo com as bases, o Grande Polo Patriótico – coalizão progressista que integra além do PSUV e do Partido Comunista, os demais partidos de esquerda do país – conseguiu manter sua inserção popular e não perder espaço político diante das tentativas desestabilizadoras da direita. 



“Ao não conseguir neutralizar as ações da revolução, a direita local chegou à conclusão de que a única forma de interromper este processo seria liquidando o governo de Nicolás Maduro e desde então eles estão implacáveis com este objetivo”.


Manifestantes da direita fomentam a violência nas ruas de Caracas



As ações da elite venezuelana respondem diretamente aos interesses norte-americanos de dominar a política local e ampliar seus tentáculos em toda a América Latina. A Venezuela tem, atualmente, a maior reserva de petróleo do mundo, e uma das maiores reservas de gás natural, perde apenas para o Catar, que também está sob a mira imperialista. Esta é “uma riqueza estratégica”. 




Uma das primeiras ações de Hugo Chávez, ao assumir a presidência em 1999, foi nacionalizar a indústria nacional de petróleo. Com isso, o governo conseguiu os recursos necessários para empreender as chamadas Missões e Grandes Missões, ou seja, os programas sociais que garantiram distribuição de renda e inclusão da população mais pobre. Para José Reinaldo, o petróleo é ponto chave do desenvolvimento social justo da Venezuela e também do protagonismo do país no campo geopolítico, onde tem atuado de forma bilateral solidária com outros estados.




“Com o petróleo a Venezuela conseguiu desenvolver muitas ações internas e de integração, como a Alba [Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América] e a Petrocaribe, além de convênios bilaterais com uma série de países. Estes são convênios solidários, não baseados apenas nas leis cegas do mercado. Então o peso que a Venezuela tem nesta questão energética é grande”. 




José Reinaldo é enfático ao afirmar que “o que está acontecendo agora no país vizinho é mais um momento agudo da contrarrevolução tentando reverter as conquistas da revolução bolivariana. Está evidente que eles [a direita] tomaram a decisão de realmente derrubar o governo porque chegaram à conclusão de que só assim poderão conter a revolução”.




Diante do cenário turbulento, José Reinaldo destaca que a revolução iniciada por Hugo Chávez já passou por muitos momentos de turbulência, o maior deles talvez tenha sido o golpe de estado de 2002, quando o presidente foi sequestrado. E esta onda de desestabilizações que assola o país agora é mais uma destas tentativas de barrar as conquistas populares. “Esta revolução não estava em nenhum manual e nem se assemelha a qualquer outra revolução que tenha ocorrido no século 20. É uma revolução muito original com caráter nacionalista, independentista e anti-imperialista”. 




Fonte: Vermelho
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No programa pânico na jovem pan. O ex-ministro Ciro Gomes acusou o “Mito” Jair Bolsonaro de lavagem de dinheiro durante a entrevista. Segundo Ciro, disse que o deputado Jair Bolsonaro recebeu o dinheiro de doação da JBS de forma legal, segundo o Ex- ministro o a JBS, depositou 200 mil reais na conta de Bolsonaro, Ciro indaga onde a JBS conseguiu o número da conta de Bolsonaro? 


O jornalista Carioca tentou defender Bolsonaro alegando que havia recebido deposito  na conta do partido, Ciro interrompeu o jornalista e fala explicitamente que Bolsonaro e seu filho receberam o dinheiro, porém ao perceber a doação estornou o dinheiro ao partido e não a JBS. E que o partido devolveu o dinheiro na conta de Bolsonaro, o que caracterizaria Lavagem de Dinheiro. Ciro ainda disse que foi uma lavagem de dinheiro desnecessária, pois era tudo dentro da legalidade.

Os fatos narrados por Ciro Gomes já haviam sido denunciado em outros sites e blogs. A manobra é conhecida publicamente e o jornalista Carioca teve de engolir a seco e calado. 

Bolsonaro não é bem visto pela população mais culta, pois são contra certos modos que o mesmo diz querer implantar no Brasil como; o uso de arma irrestrita para os brasileiros. Os intelectuais descordam e acham que o caminho para barrar a violência, está mais focar no trabalho digno, educação, saúde e coisas do gênero.




 

Ciro Gomes ainda chamou Bolsonaro de moralista de goela. E ainda na mesma reportagem Ciro Gomes afirmou que Temer é chefe de quadrilha; este fato relacionado a Temer pode vir na proxima denuncia da PGR, por Rodrigo Janot. 

 

A entrevista ao programa Pânico aconteceu ontem 09/08/2017.
VEJA UM TRECHO ABAIXO:

 
(Vídeo do You Tube)



Por: Pedro Oliveira
Colaboração e edição: G. Hammer

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